Buscar
 
 
 
Educação >Artigos
Artigos
Novenas
Entrevista com Bispos
Prática Espiritual
Nossa Senhora
Terço e Rosário
Cursos Religiosos
Orações Diárias
Galeria dos Santos
Testemunhos

ASJ
Área: Humana
Concentração: Artigos
Previsão início:


--------------------------
Carlos Alberto Di Franco
Área: Humana
Concentração: Artigos
Previsão início:


--------------------------
Cássio Abreu
Área: Espiritual
Concentração: Artigos
Previsão início:


--------------------------
ciic
Área: Espiritual
Concentração: Artigos
Previsão início:


--------------------------
CNBB
Área: Espiritual
Concentração: Artigos
Previsão início:


--------------------------
ver todos os artigos

E-mail do amigo:

Seu nome:

Artigos - Cássio Abreu

 

PECADO MORTAL E PECADO VENIAL
22/04/2010

banner_artigos_cassio.jpg 

 Pecado original.jpgContinuando nosso estudo sobre o pecado, neste texto vamos analisar as formas de pecado. Vamos, também, perceber como nos envolvemos facilmente com o mal. Como conseqüência, nossa vida torna-se "pesada", angustiante, sofrida. E, na maioria das vezes, não sabemos ou não percebemos que esse sofrimento está direta e intimamente ligado às conseqüências do pecado, ao afastamento de Deus.

Ao contrário do que muitos pensam, a origem do pecado de cada um não está fora, mas em nosso próprio coração. É algo de dentro para fora e não o contrário. A raiz do pecado está em nossa livre vontade, em nossas escolhas, atitudes e ações, segundo o ensinamento do próprio Cristo: "é do coração que procedem as más inclinações, assassínios, adultérios, prostituições, roubos, falsos testemunhos e difamações. São estas as coisas que tornam o ser humano impuro" - Mateus 15, 19-20 (Catecismo 1853). A maldade presente no mundo não pode nos atingir se nós não permitirmos, principalmente, se estamos intimamente ligados a Deus. Mas, infelizmente, nos deixamos levar pelo ritmo da vida, do meio social, das más influências e dos modismos que nos são impostos.

O pecado é uma falta contra a verdade, contra a razão (bom senso, juízo, prudência, moral, direito, justiça) e contra a consciência reta (capacidade de estabelecer julgamentos morais dos atos realizados). Pecado é ofensa a Deus. É uma falta contra o amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo. O pecado ergue-se contra o amor de Deus por nós e desvia dele os nossos corações. Fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana (Catecismo 1849). Pecado é a transgressão de um preceito religioso. Pecado é a auto-suficiência. Santo Agostinho diz que "o pecado é amor de si mesmo até o desprezo de Deus".

Pode-se distinguir os pecados segundo os atos humanos, os mandamentos que eles contrariam e às virtudes a que se opõem. Podemos pecar por pensamentos, palavras, atos e omissões. Em relação à omissão, não praticamos um mal, mas deixamos de fazer um bem.

O pecado é classificado, segundo sua gravidade, em venial e mortal. Pecado venial (desculpável, perdoável) ainda deixa existir a força e a ação da caridade, do amor em nossa vida, mas os ofende e fere. Ele enfraquece a graça de Deus em nós, mas não a destrói. Os pecados veniais são faltas leves, perdoadas no Ato de Contrição, rezado durante a Santa Missa, desde que estejamos sinceramente arrependidos. Porém, a confissão regular de nossos pecados veniais nos ajuda a formar a consciência, a lutar contra nossas más tendências, a deixar-nos curar por Cristo, a progredir na vida espiritual. Recebendo mais freqüentemente o perdão dos pecados e o dom da misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos como ele (Catecismo 1458).

 

"O homem não pode, enquanto está na carne, evitar todos os pecados, pelo menos os pecados leves. Mas, esses pecados que chamamos leves, não os considerem insignificantes: se os considerar insignificantes ao pesá-los, treme ao contá-los. Um grande número de objetos leves faz uma grande massa; um grande número de gotas enche um rio. Qual é então nossa esperança? Antes de tudo, a Confissão" (Santo Agostinho).

 

Já o pecado mortal destrói a caridade, destrói o amor no coração do homem por uma infração grave da lei de Deus; desvia o homem de Deus, seu fim último, preferindo um bem inferior, sem valor (Catecismo 1855). O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, como o próprio amor. O pecado mortal acarreta na perda da caridade, do amor e da privação da Graça Santificante, isto é, do estado de graça recebido no Batismo. Se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno, já que nossa liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem regresso (Catecismo 1861).

 

Para que um pecado seja mortal requerem-se três condições ao mesmo tempo: ser matéria grave, cometido com consciência e deliberadamente. A matéria grave é baseada nos dez mandamentos: não mate, não cometa adultério, não levante falso testemunho, não roube, honre pai e mãe (Marcos 10, 19). Requer pleno conhecimento e consentimento. Pressupõe o conhecimento do caráter pecaminoso do ato, de sua oposição à lei de Deus. Envolve também um consentimento suficientemente deliberado (meditar no que se há de fazer, refletir, decidir) para ser uma escolha pessoal. A ignorância pode diminuir ou até escusar a imputabilidade de uma falta grave, mas supõe-se que ninguém ignora os princípios da lei moral, inscritos na consciência de todo ser humano.

 

Em todo caso, Deus, na sua infinita misericórdia e amor, nos deixou um caminho de volta. Ele está sempre de portas abertas para aceitar nossas sinceras desculpas, independentemente da falta que tenhamos cometido, desde que estejamos sinceramente arrependidos. O Sacramento da Confissão ou Reconciliação devolve-nos a graça de estarmos novamente no coração de Deus. Por isso, não deixe sua confissão para amanhã. Não tenha medo, receio ou vergonha de se abrir a um sacerdote, um ungido de Deus. Por Cristo Jesus, ele,<

 
 

 
 
webCompany Aviso legal