Buscar
 
 
 
Home >Notícias
EXECUÇAO DE IRANIANA
--------------------------
JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE
--------------------------
ESTABILIDADE INTERIOR
--------------------------
SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO
--------------------------
LECTIO DIVINA
--------------------------
ver todas as notícias

 

ELEIÇÕES 2010

 

SÃO PAULO - O bispo de Guarulhos (SP), Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, afirmou que não recuará e levará sua manifestação de veto à presidenciável às missas e celebrações das 37 paróquias da cidade, em uma recente entrevista ao jornal A Folha de São Paulo. Dom Bergonzini considera o PT favorável à descriminalização do aborto e divulgou um artigo recomendando que os católicos não votem na candidata petista. Na sua entrevista à Folha, o bispo de 74 anos, diz não ter nada pessoal contra a candidata, que negou que ela ou o presidente Lula sejam a favor do aborto. Abaixo reproduzimos os trechos mais destacados da entrevista feita à Folha.

 

ppacidigital260710.jpgFolha: Mesmo com a recomendação da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pela neutralidade na campanha, o senhor decidiu explicitar sua posição contrária à candidata Dilma Rousseff. Por quê?

 

D. Luiz Gonzaga: Em primeiro ligar, que recomendação é essa? A CNBB não tem autoridade nenhuma sobre os bispos. Eu segui a voz da minha consciência. Sou cristão de verdade e defendo o mandamento "não matarás". Não tem esse negócio de "meio termo".

 

Folha: A candidata afirma que não defende a descriminalização do aborto. Mesmo assim, o senhor cita o nome dela no artigo.

 

D. Luiz Gonzaga: Ela (Dilma) segue o partido, ela é a candidata. Então eu vou matar a cobra na cabeça. Pessoalmente não tenho nada contra ela. Mas o direito à vida é o maior direito humano. O aborto é atitude covarde e criminosa. Eu não arredo o pé, não.

 

Folha: Como o senhor concluiu que ela tem essa posição? Isso nunca ficou claro e ela nega.

 

D. Luiz Gonzaga: É o terceiro plano de governo que ela adota. Como percebeu que havia reação, foi mudando. Não vou recuar.

 

Folha: O senhor pretende levar ao conhecimento dos fiéis da diocese essa recomendação de não votar na candidata Dilma?

 

D. Luiz Gonzaga: Os padres devem notificar ao povo a orientação do bispo. Eu não vou arredar o pé, não importa as consequências que eu venha sofrer, mas o que importa é minha consciência e seguir o Evangelho. Eu não tenho medo. O que pode acontecer? Deus saberá.

 

Folha: Inclusive nas missas, os padres vão tratar do tema? Vão citar o nome da candidata?

 

D. Luiz Gonzaga: Tratar do tema, não. Podem citar o nome dela, porque vou mandar uma carta para os padres notificarem as pessoas da minha recomendação nas missas. Como cidadão, tenho direito de expressar minha opinião e, como bispo, tenho a obrigação de orientar os fiéis.

 

Folha: O senhor teme algum tipo de retaliação ou reação negativa, seja por parte da CNBB ou de partidários da candidata Dilma?

 

D. Luiz Gonzaga: Sempre tem alguma coisa. Tenho recebido muitos e-mails. Não sei se são ameaças, mas contestando. Mas posso te dizer que muitos de apoio. As pessoas dizem: "finalmente alguém que usa calça comprida resolveu reagir".

 

Fonte: www.acidigital.com

 

 
 
webCompany Aviso legal